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O norte-americano Martin Grossman, hoje com 45 anos de idade, será executado a 16 de Fevereiro, pelas 18 horas, no Estado da Flórida, por um crime cometido quando tinha apenas 19 anos. A ordem foi emitida a 12 de Janeiro pelo Governador do estado norte-americano da Flórida, Charlie Crist, e pode ser lida aqui. Vamos actuar em massa para impedir esta injustiça! Juntos podemos fazer a diferença!

Tudo começou nos anos 80. A vida do jovem Martin Grossman não tinha sido fácil, pois em 1981, quando tinha 16 anos, o seu pai morreu de doença prolongada, tendo o jovem sido o seu enfermeiro durante todo esse período. Segundo o psicólogo forense contratado anos mais tarde, este episódio terá causado uma depressão profunda que não justifica o assassinato cometido a 13 de Dezembro de 1984, mas ajuda a explicá-lo.

Nesse dia, tinha Martin Grossman 19 anos, o jovem e um amigo, Thayne Taylor, de 17 anos, foram para uma zona de floresta na Florida para poderem dar tiros com uma arma que tinham roubado. Segundo o processo, que pode ler-se aqui, apareceu então Margaret Park, de 26 anos, que protegia a natureza em nome de uma entidade estatal denominada Game and Fish Commission. A arma foi confiscada e a agente informou que iria chamar o xerife. Martin tentou persuadi-la, uma vez que se encontrava em liberdade condicional por roubo, mas sem sucesso. Começou uma luta que terminou com o tiro que Martin Grossman disparou e matou Margaret Park.

Duas semanas depois, Martin Grossman e Thayne Taylor foram presos pelas autoridades, alegadamente após terem sido denunciados por um amigo. Foram julgados em conjunto, o primeiro por homicídio em primeiro grau e o segundo em terceiro grau, não punível com pena capital. Apesar da tenra idade do réu, o júri não teve qualquer piedade e votou pela pena de morte, tendo mesmo indicado que o assassinato foi “cruel, mau e atroz”.

Martin Grossman está no corredor da morte desde 1985. Há um quarto de século! É preciso acrescentar que foi sempre mal representado judicialmente e que nunca foi devidamente analisado a nível psicológico. Só mais tarde o detido contratou um psicólogo forense que mencionou a possível existência de uma “disfunção cerebral” e “uma história de desenvolvimento marcada por uma privação profunda e não tratada”. Acrescentou ainda que Martin tinha “um nível elevado de medo e depressão, negligência parental, abandono e maus tratos”. Nada disto foi tido em conta.

Uma situação psicológica e emocional que não justifica a morte de Margaret Park, mas faz agora algum sentido cometer outro assassinato para condenar o anterior? Ajude-nos a impedir esta execução. Martin Grossman já teve o seu castigo. Participe até ao dia 16 de Fevereiro, data em que o prisioneiro poderá ser morto por injecção letal! 

Pode enviar a seguinte carta-tipo via email, correio ou fax. Informe-nos da sua participação para o mantermos ao corrente das novidades para boletim@amnistia-internacional.pt

Governor Charlie Crist
Office of the Governor
The Capitol
400 S. Monroe St.
Tallahassee, FL 32399-0001, USA
Fax: 00 1 850 487 0801
Email: Charlie.Crist@MyFlorida.com

Subject: Grant Clemency for Martin Grossman

Dear Governor Crist,

In the interest of justice, I urge you to stop the execution of Martin Grossman, who is scheduled for execution on February 16, 2010. Mr. Grossman was sentenced to death for the 1985 murder of Margaret Park and has been on death row for 24 years. 

While I have tremendous sympathy for the family and friends of Margaret Park, and am mindful of the pain and grief that they have experienced, I believe capital punishment only perpetuates a harmful cycle of violence.

I am particularly concerned that this execution may take place in spite of serious questions about Mr. Grossman’s mental health and the quality of his legal representation.  

Not only was Martin just 19 years old when the murder took place, but the defense presented no expert mental health testimony as to his mental state at the time of the crime.  A forensic psychologist hired by Martin Grossman’s lawyers several years after his conviction concluded that Mr. Grossman had “compromised intellectual functioning, probable brain dysfunction”, and a “developmental history characterized by profound and untreated complicated bereavement.”

Governor Crist, I strongly urge you to demonstrate your respect for justice and human life by granting clemency and commuting Martin Grossman’s death sentence.

Thank you for your consideration of this most serious matter.

Sincerely,

Nome
Cidade
País
Email

 O nome deste homem é Akmal Shaikh e é um cidadão britânico, que se acredita ser doente mental. Foi condenado à morte na China por tráfico de drogas. O recurso, entretanto solicitado, falhou, e Akmal poderá ser executado dentro de dias.

Akmal Shaikh foi condenado à morte a 29 de Outubro de 2008, pelo tribunal intermédio da Região Autônoma Uigur de Xinjiang (XUAR). O seu recurso foi rejeitado pelo Tribunal Superior Popular da Região Autônoma Uigur em Outubro de 2009, apesar do que foi argumentado pelo seu advogado em relação ao facto de ele estar mentalmente doente. Akmal Shaikh foi detido no aeroporto da capital XUAR, Urumqi, em 12 de setembro de 2007, quando chegou de um voo do Tajiquistão. Foi acusado por transportar quatro quilogramas de heroína na sua bagagem.

De acordo com Hong Kong e os meios de comunicação internacionais, Shaik tinha sido enganado por uma quadrilha na Polónia, onde tinha vivido. Os membros de um gang prometeram apresentá-lo a pessoas do meio musical, que, supostamente, iriam ajudá-lo com a sua carreira na música e organizaram tudo no sentido de ele viajar para o Quirguistão e daí para a China, tendo-lhe pedido para transportar a bagagem que continha a heroína. Acreditando que ia viajar para cumprir o seu sonho de fazer carreira como pop star, Akmal embarcou num avião para a China, carregando a referida bagagem.

POR FAVOR enviem apelos imediatos em chinês (caso dominem o idioma) , ou no vosso próprio idioma, ou ainda em Inglês: 

– Exortando o Supremo Tribunal Popular para não executar Akmal Shaikh, apelando veementemente não apenas à clemência mas a um julgamento verdadeiramente justo, onde sejam ouvidos os apelos justos do advogado;
– Apelando às autoridades para garantir que Akmal Shaikh tenha visitas, contacto com a sua família e toda a atenção médica necessária, incluindo a avaliação psiquiátrica;
– Apelando ao Congresso Nacional do Povo, a introdução de um procedimento legal de clemência e para eliminar a pena de morte para todos os crimes não-violentos;
– Instando as autoridades a estabelecer uma moratória imediata sobre as execuções com vista a abolir a pena de morte, tal como previsto pela resolução da Assembleia Geral 62/149, de 18 de Dezembro de 2007.

Enviem os apelos para:
WU Bangguo Weiyuanzhang
Chairman of the Standing Committee of the National People’s Congress
Quanguo Renda Changwu Weiyuanhui Bangongting
23 Xijiaominhang Xichengqu
Beijingshi 100805
Fax: 0086 10 63097934
Email: icc@npc.gov.cn

Mas como o tempo no frenesim do dia a dia nem sempre é muito, aqui fica uma sugestão: visitarem o website da secção do Reino Unido da Amnistia Internacional e assinarem o apelo já escrito.

Apelos houve, no passado, feitos às autoridades,  que surtiram efeito em grande medida. Por isso, vale a pena acreditar…

Participem até 30 de Novembro!