criar PDF 

 

Richard Hughes, de 34 anos, conceituado baterista da banda Keane, vai visitar no dia 26 de Setembro Troy Davis, de 40 anos de idade que está no corredor da morte na Prisão de Classificação e Diagnóstico em Jackson, no estado norte-americano da Geórgia, no dia 26 de Setembro. Troy Davis, que sempre clamou a sua inocência, está no corredor da morte desde 1991. No ano passado esteve a duas horas de ser executado, mas no mês passado o Supremo Tribunal Americano decidiu que deveria ser-lhe concedida uma nova audição para averiguar a sua inocência.

Troy Davis foi condenado em 1991 pelo assassinato de um agente da polícia chamado Mark Allen MacPhail, em Savannah, na Geórgia, em 1989. Contudo as autoridades não conseguiram apresentar a arma do crime ou qualquer prova física que ligasse Troy Davis ao crime. Sete das testemunhas que depuseram contra o detido recuaram ou alteraram o seu depoimento após terem feito o juramento.   

A Amnistia Internacional está a promover uma petição a favor de Troy Davis assine aqui

Declarações de Richard Hughes:

“Sou incondicionalmente contra pena morte e o caso de Troy Davis representa uma razão acrescida”.

“Troy Davis provavelmente está inocente, contudo esteve quase a ser executado, só um impedimento de última hora fez com que ainda esteja vivo. Continua a lutar para poder provar a sua inocência”.

“Vou à Geórgia com a Amnistia Internacional para me encontrar com aquele homem notável e com a sua família; para lhe demonstrar o meu apoio e tentar chamar a atenção sobre o seu caso e para o facto do terrível efeito de continuar a executar pessoas em nome da justiça.”

 Richard Hughes visitará o preso juntamente com Kim Manning Cooper, responsável da campanha “Contra a Pena de Morte” da secção britânica da Amnistia Internacional e ainda com Alistair Carmichael, membro deputado do Parlamento escocês e Presidente da Comissão Parlamentar para a Abolição da Pena de Morte do Parlamento do Reino Unido.

Declarações de Kim Manning Cooper:

“Até as pessoas que não concordam com a atitude da Amnistia de oposição a todas as execuções devem ficar chocadas com este caso. Mas a tendência está a mudar e é encorajador ver o crescente apoio ao caso de Troy Davis”.

“Queremos que o maior número possível de pessoas assine a petição a favor de Troy Davis. É fundamental que as autoridades da Geórgia saibam que as pessoas sentem a injustiça da situação de Troy Davis.”

Declarações de Alistair Carmichael:

“Esta será a minha segunda visita ao corredor da morte nos Estados Unidos – da primeira vez foi para visitar o escocês Kenny Richey, em 2004. Mais tarde foi libertado da prisão e espero que em breve possamos dizer o mesmo do Troy Davis”.

“O caso contra Troy Davis é fundamentalmente pouco sólido. Para as autoridades da Geórgia confiar naquelas provas para levar a cabo uma execução seria a negação de qualquer noção de justiça. Caso aconteça, certificar-me-ei de obter um protesto mais firme por parte do governo do Reino Unido”. 

Alguns factos sobre o corredor da morte nos EUA:  
* A Geórgia é um dos 35 estados dos Estados Unidos da América que ainda tem a pena de morte
 


* Embora nos últimos anos tenha diminuído o número de execuções nos EUA, ainda são executadas dezenas de pessoas por ano – no ano passado foram levadas a cabo 37 execuções (os EUA são o quarto país do mundo em termos de números de execuções), quatro das quais na Geórgia.

* Até à data, em 2009 já se realizaram 39 execuções (uma média de uma por semana), duas das quais na Geórgia.

* Troy Davis é um dos 109 presos (108 homens, uma mulher) no corredor da morte na Geórgia.

* Desde 1976 os EUA executaram já 1.175 pessoas.

* Desde 1973, 135 pessoas foram libertadas do corredor da morte nos EUA por estarem inocentes – em média tem havido três exonerações por ano.

* 3.300 presos permanecem no corredor da morte nos EUA. 

Image

Troy Davis

Richard Hughes, baterista dos Keane, diz que o caso do preso no corredor da morte Troy Davis é “tristemente ilustrativo” da injustiça da pena de morte.

O músico da banda rock que vende mais discos no Reino Unido, os Keane, vai acompanhar a Amnistia Internacional numa visita a um preso no corredor da morte na Geórgia, EUA, para ajudar a denunciar o erro que é a aplicação da pena de morte.