O governo sudanês executou nove pessoas que poderiam ser inocentes, afirmou a Amnistia Internacional. Estes homens foram condenados à morte após terem sido torturados para confessar o homicídio do editor de um jornal em Setembro de 2006.

Os acusados afirmaram terem sido obrigados a assinar confissões e negaram-nas em tribunal, porém o Tribunal da Relação aceitou-as como provas contra eles. Os pedidos de exames médicos feitos pelos advogados de defesa foram recusados, ainda que os arguidos exibissem marcas de tortura no corpo.

Este caso é um exemplo trágico do que acontece quando é aplicada uma punição irreversível como a pena de morte, disse Tawanda Hondora, Director-Adjunto do Programa de África da Amnistia Internacional. As autoridades sudanesas devem abolir imediatamente a pena de morte.