Poucos dias depois de se assinalar o Dia Mundial Contra a Pena de Morte a Amnistia Internacional congratulou o Presidente Álvaro Colom pelo compromisso público assumido em vetar a legislação proposta pelo Congresso Guatemalteco, que iria levar à reaplicação da pena de morte.

O Congresso votou, dia 5 de Outubro de 2010, uma legislação que iria permitir a utilização da pena de morte. Esta nova legislação iria criar perdões presidenciais para os condenados que aguardam a execução da pena capital. Acção que iria permitir que o país utilizasse a pena de morte no que os políticos dizem ser uma resposta à pressão pública da crescente violência de gangues.

“A pena de morte é uma punição cruel, desumana e degradante e viola o direito à vida proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, diz Guadalupe Marengo, Directora do Programa para a América da Amnistia Internacional.

“Mais do que dois terços dos países aboliram a pena de morte nas suas legislações ou na prática. Até os Estados Unidos da América, que são o único país do continente americano que continua insistentemente a realizar execuções, mostra sinais de se virar contra este tratamento desumano e degradante. A Guatemala estaria a contrariar esta tendência positiva se o seu Congresso pavimentar o caminho para a re-aplicação da pena de morte.”

Contudo o Presidente Colom afirmou, desde então, que iria vetar esta medida porque segundo ele “um Presidente não deveria decidir sobre a vida dos outros”.

“Estas são notícias excelentes. A pena de morte é uma negação completa dos direitos humanos, um assassínio premeditado e a sangue frio, feito por parte de um Estado”, diz Sebastian Elgueta, Investigador na América Central pela Amnistia Internacional.

A Amnistia Internacional reconhece que o crime na Guatemala é generalizado e que os congressistas têm o dever de garantir e procurar aprovar uma legislação que reduza esta preocupante tendência, para que os seus cidadãos possam viver sem medo. No entanto, a Amnistia apelou ao Congresso Gatemalteco que desistisse de fazer passar esta lei e proposesse, em vez desta, uma legislação para a abolição da pena de morte.

“Executar quem comete crimes hediondos não será uma forma de intimidação. Estudos por todo o Mundo demonstram que a pena de morte não tem qualquer desencorajamento efectivo [da criminalidade] e está longe de manter a sociedade segura, mas, pelo contrário, tem um efeito brutalizante na sociedade. As mortes sancionadas pelo Estado servem somente para reforçar o uso da força e continuar com o ciclo de violência,” acrescenta Guadalupe Marengo. 

Contextualização

A Constituição Guatemalteca, aprovada em 1985, permite a utilização da pena de morte, de acordo com o artigo 18º. A última execução levada a cabo na Guatemala ocorreu em 2000, através do uso da injecção letal. Desde então, governos sucessivos estabeleceram uma moratória de facto na aplicação da pena de morte, ao não implementarem medidas que permitam os perdões presidenciais de quem foi setenciado à morte. Em 2005 o Tribunal Inter-Americano decidiu que a Guatemala não poderia aplicar a pena de morte por não ter um procedimento vigente que contemplasse e regulasse a cedência de perdões presidenciais para os condenados à morte.

O Projecto de Lei 4175, que está actualmente foi debatido no Congresso, propunha um mecanismo para perdões presidenciais. Se o Congresso Guatemalteco votar a favor desta legislação, dez pessoas, que estão no corredor da morte, poderiam ser executadas.

A pena capital é irrevogável; aliada a sistemas judiciais propensos a erros humanos e preconceitos, o risco de executar uma pessoa inocente está sempre presente. Em 2007, as Nações Unidas reafirmaram e reforçaram a sua oposição acerca desta pena cruel e desumana, quando a Assembleia Geral aprovou uma resolução que incitava os Estados Membros a estabelecer uma moratória de facto nas execuções, com o objectivo de as abolir.

No dia 14 de Julho, o Governador do Tennessee comutou a sentença de morte de Gaile Owens para uma pena de prisão perpétua. Ela fora condenada à morte em 1986 por contratar alguém para matar o seu marido. A sua execução estava agendada para o dia 28 de Setembro de 2010.

O Governador do Tennessee, Phil Bredesen, recebeu um pedido de clemência de Gaile Owens a 31 de Julho de 2009. A 14 de Julho de 2010, ele explicou, num comunicado oficial, que se tratava de um caso extraordinário de condenação à morte, em que a arguida admitira o seu envolvimento no assassinato do marido e que tentara aceitar a pena de prisão perpétua que lhe fora oferecida pelo promotor público na altura do julgamento. Porém, esta oferta vinha com a condição de ser igualmente aceite pelo homem contratado por Gaile Owens para cometer o crime, Sidney Porterfield, que não a aceitou. Pouco depois, começaram a vir à tona provas da ocorrência de violência doméstica e abusos emocionais. O Governador acrescentou que se tratava de um caso apropriado para o uso de clemência executiva e atribuiu também a Gaile Owens um crédito de 1.000 dias da sua sentença e o direito de poder vir a ter reduções adicionais de sentença no futuro.

Os Estados Unidos levaram a cabo 1.219 execuções desde que voltaram a aplicar a pena de morte em 1977. O Tennessee foi responsável por seis execuções. Ao todo, neste ano, já ocorreram 31 execuções nos Estados Unidos.

O Estado do Ohio prepara-se para executar um prisioneiro quando ainda persistem dúvidas relativas à sua culpa. Mas a ajuda ainda é possível, por favor assine a petição da Criminal Justice ou escreva o seu próprio apelo!

O caso de Kevin Keith

Kevin Keith é um cidadão afro-americano de 46 anos cuja execução está agendada para o dia 15 de Setembro no Estado de Ohio, EUA. Terá uma audiência de clemência perante o Painel de Liberdade Condicional (Ohio Parole Board) a 11 de Agosto, continuando a afirmar que é inocente do triplo homicídio ocorrido em 1994 que levou à sua condenação.

O caso de Kevin Keith é tudo menos claro. Na noite de 13 de Fevereiro de 1994, um homem invadiu o apartamento de Marichell Chatman, em Bucyrus, Ohio, abrindo fogo sobre os seus ocupantes. Marichell, a sua filha de sete anos Marchae Chatman e a sua tia Linda Chatman foram fatalmente atingidas. Sobreviveram ao tiroteio os dois sobrinhos de Marichell e o seu namorado, Richard Warren.

Apesar de nenhum dos sobreviventes o ter identificado, quatro meses depois Kevin Keith encontrava-se no corredor de morte, depois de um procedimento judicial excepcionalmente veloz para um caso deste género nos EUA.

O julgamento e as provas

Um dos pontos centrais da acusação de Kevin Keith foi a alegação de que Richard Warren o tinha mencionado como o assassino à sua enfermeira, Amy Gimmets, enquanto se encontrava no hospital depois do tiroteio. Amy Gimmets nunca compareceu no tribunal como testemunha.

Em 2007, os advogados de Kevin Keith descobriram que nenhuma enfermeira com esse nome tinha alguma vez trabalhado naquele hospital, alegando que fora a polícia a sugerir o nome de Kevin a Richard Warren, que afirmara várias vezes que não reconhecera a identidade do seu atacante.

Todas as conversas que Richard Warren teve com a polícia, incluindo as sessões de identificação, foram destruídas. As autoridades policiais enfrentam neste momento um processo judicial autónomo, em que são acusadas da destruição de provas deste género.

A defesa de Kevin Keith alega que a identificação do seu cliente foi feita através de meios pouco claros e passíveis de levantar dúvida razoável sobre a sua culpa.

Para além disto, a defesa tem invocado vários dados que parecem apontar para a implicação de um outro suspeito alternativo no caso, que até agora não têm sido considerados pelo tribunal: existe uma testemunha que afirmou que um parente seu chamado Bruce estava envolvido nos assassinatos. Este nome foi mencionado como sendo o do assassino por uma das sobreviventes do ataque, em 1994.

Em 2007, foram descobertas provas da existência de uma rusga policial relativa a um caso de drogas um mês antes dos assassinatos, onde foram presas nove pessoas, uma delas Kevin Keith, e que a polícia agiu segundo uma denúncia feita pela família Chatman. Este suspeito alternativo, chamado “Bruce”, mencionara a um informante da polícia de que tinha sido aliciado para matar o denunciante com 15.000 dólares.

Em 2009, um painel de três juízes do Tribunal de Recurso para o Sexto Circuito dos EUA votou desfavoravelmente a consideração de todas estas novas provas. O único juiz que votou a favor considerou que havia fundamentos para estabelecer uma dúvida razoável. Depois disto, já não é possível um novo recurso, mas terá uma audiência de clemência perante o Painel de Liberdade Condicional (Ohio Parole Board) a 11 de Agosto.

Mais de 130 pessoas têm sido libertadas dos corredores de morte nos EUA desde 1976, o que demonstra claramente que o sistema judicial americano pode cometer erros.

A Amnistia Internacional não pode ter a certeza da inocência de Kevin Keith, mas opõe-se categoricamente ao recurso à pena de morte seja em que circunstância for.

Os advogados de Kevin Keith pretendem um novo julgamento baseado nas novas provas que lhes seriam favoráveis, incluindo a informação sobre este novo suspeito, que foram alegadamente retidas pelo Estado. Pretendem também que lhe seja atribuída clemência executiva.

POR FAVOR ESCREVA em inglês ou português, com as suas próprias palavras, mencionando os seguintes pontos:

  • A existência de sérias dúvidas levantadas acerca da culpa de Kevin Keith;
  • Que não pretendem desculpabilizar os assassinatos ou minimizar o sofrimento causado;
  • Dirigindo-se ao Painel de Liberdade Condicional do Ohio (Ohio Parole Board) para que este recomende ao Governador Ted Strickland uma comutação da sentença de morte.

ENVIE O SEU APELO ANTES DE 11 DE AGOSTO DE 2010 PARA:

Ohio Parole Board, 770 West Broad Street, Columbus, Ohio 43222, USA

Fax: +1 614 752 0600

E-mail: drc.publicinfo@odrc.state.oh.us

Tratamento: Dear Board members

Por favor assinem também a petição disponível aqui, em nome pessoal, que será apresentada perante o Painel na audiência de 11 de Agosto.

A 16 de Fevereiro a Amnistia Internacional recebeu a triste notícia. Martin Grossman, de 45 anos, foi executado às 18h17, na Prisão do Estado da Florida, nos Estados Unidos da América.

Segundo vários meios de comunicação social e algumas testemunhas, antes da execução Martin Grossman disse as últimas palavras a que todos os condenados à morte nos Estados Unidos da América têm direito. Em jeito de declaração, disse: “Gostaria de apresentar o meu sincero remorso à família da vítima. Lamento profundamente tudo o que aconteceu naquela noite, tudo o que foi feito, quer me recorde ou não de tudo. Aceito a responsabilidade“. Em seguida proferiu orações em hebraico e a injecção letal foi-lhe aplicada, tendo Martin Grossman falecido 15 minutos depois do início da execução.

No Estado da Florida, Martin Grossman tornou-se a 69ª pessoa a ser executada desde 1979, quando a pena de morte foi reinstalada neste Estado. Foi ainda o quinto a ser executado sob as ordens do Governador Charlie Crist.

Agradecemos à quase uma centena de portugueses que intercederam em seu nome e apelamos a que não baixem os braços!

O norte-americano Martin Grossman, hoje com 45 anos de idade, será executado a 16 de Fevereiro, pelas 18 horas, no Estado da Flórida, por um crime cometido quando tinha apenas 19 anos. A ordem foi emitida a 12 de Janeiro pelo Governador do estado norte-americano da Flórida, Charlie Crist, e pode ser lida aqui. Vamos actuar em massa para impedir esta injustiça! Juntos podemos fazer a diferença!

Tudo começou nos anos 80. A vida do jovem Martin Grossman não tinha sido fácil, pois em 1981, quando tinha 16 anos, o seu pai morreu de doença prolongada, tendo o jovem sido o seu enfermeiro durante todo esse período. Segundo o psicólogo forense contratado anos mais tarde, este episódio terá causado uma depressão profunda que não justifica o assassinato cometido a 13 de Dezembro de 1984, mas ajuda a explicá-lo.

Nesse dia, tinha Martin Grossman 19 anos, o jovem e um amigo, Thayne Taylor, de 17 anos, foram para uma zona de floresta na Florida para poderem dar tiros com uma arma que tinham roubado. Segundo o processo, que pode ler-se aqui, apareceu então Margaret Park, de 26 anos, que protegia a natureza em nome de uma entidade estatal denominada Game and Fish Commission. A arma foi confiscada e a agente informou que iria chamar o xerife. Martin tentou persuadi-la, uma vez que se encontrava em liberdade condicional por roubo, mas sem sucesso. Começou uma luta que terminou com o tiro que Martin Grossman disparou e matou Margaret Park.

Duas semanas depois, Martin Grossman e Thayne Taylor foram presos pelas autoridades, alegadamente após terem sido denunciados por um amigo. Foram julgados em conjunto, o primeiro por homicídio em primeiro grau e o segundo em terceiro grau, não punível com pena capital. Apesar da tenra idade do réu, o júri não teve qualquer piedade e votou pela pena de morte, tendo mesmo indicado que o assassinato foi “cruel, mau e atroz”.

Martin Grossman está no corredor da morte desde 1985. Há um quarto de século! É preciso acrescentar que foi sempre mal representado judicialmente e que nunca foi devidamente analisado a nível psicológico. Só mais tarde o detido contratou um psicólogo forense que mencionou a possível existência de uma “disfunção cerebral” e “uma história de desenvolvimento marcada por uma privação profunda e não tratada”. Acrescentou ainda que Martin tinha “um nível elevado de medo e depressão, negligência parental, abandono e maus tratos”. Nada disto foi tido em conta.

Uma situação psicológica e emocional que não justifica a morte de Margaret Park, mas faz agora algum sentido cometer outro assassinato para condenar o anterior? Ajude-nos a impedir esta execução. Martin Grossman já teve o seu castigo. Participe até ao dia 16 de Fevereiro, data em que o prisioneiro poderá ser morto por injecção letal! 

Pode enviar a seguinte carta-tipo via email, correio ou fax. Informe-nos da sua participação para o mantermos ao corrente das novidades para boletim@amnistia-internacional.pt

Governor Charlie Crist
Office of the Governor
The Capitol
400 S. Monroe St.
Tallahassee, FL 32399-0001, USA
Fax: 00 1 850 487 0801
Email: Charlie.Crist@MyFlorida.com

Subject: Grant Clemency for Martin Grossman

Dear Governor Crist,

In the interest of justice, I urge you to stop the execution of Martin Grossman, who is scheduled for execution on February 16, 2010. Mr. Grossman was sentenced to death for the 1985 murder of Margaret Park and has been on death row for 24 years. 

While I have tremendous sympathy for the family and friends of Margaret Park, and am mindful of the pain and grief that they have experienced, I believe capital punishment only perpetuates a harmful cycle of violence.

I am particularly concerned that this execution may take place in spite of serious questions about Mr. Grossman’s mental health and the quality of his legal representation.  

Not only was Martin just 19 years old when the murder took place, but the defense presented no expert mental health testimony as to his mental state at the time of the crime.  A forensic psychologist hired by Martin Grossman’s lawyers several years after his conviction concluded that Mr. Grossman had “compromised intellectual functioning, probable brain dysfunction”, and a “developmental history characterized by profound and untreated complicated bereavement.”

Governor Crist, I strongly urge you to demonstrate your respect for justice and human life by granting clemency and commuting Martin Grossman’s death sentence.

Thank you for your consideration of this most serious matter.

Sincerely,

Nome
Cidade
País
Email

 O nome deste homem é Akmal Shaikh e é um cidadão britânico, que se acredita ser doente mental. Foi condenado à morte na China por tráfico de drogas. O recurso, entretanto solicitado, falhou, e Akmal poderá ser executado dentro de dias.

Akmal Shaikh foi condenado à morte a 29 de Outubro de 2008, pelo tribunal intermédio da Região Autônoma Uigur de Xinjiang (XUAR). O seu recurso foi rejeitado pelo Tribunal Superior Popular da Região Autônoma Uigur em Outubro de 2009, apesar do que foi argumentado pelo seu advogado em relação ao facto de ele estar mentalmente doente. Akmal Shaikh foi detido no aeroporto da capital XUAR, Urumqi, em 12 de setembro de 2007, quando chegou de um voo do Tajiquistão. Foi acusado por transportar quatro quilogramas de heroína na sua bagagem.

De acordo com Hong Kong e os meios de comunicação internacionais, Shaik tinha sido enganado por uma quadrilha na Polónia, onde tinha vivido. Os membros de um gang prometeram apresentá-lo a pessoas do meio musical, que, supostamente, iriam ajudá-lo com a sua carreira na música e organizaram tudo no sentido de ele viajar para o Quirguistão e daí para a China, tendo-lhe pedido para transportar a bagagem que continha a heroína. Acreditando que ia viajar para cumprir o seu sonho de fazer carreira como pop star, Akmal embarcou num avião para a China, carregando a referida bagagem.

POR FAVOR enviem apelos imediatos em chinês (caso dominem o idioma) , ou no vosso próprio idioma, ou ainda em Inglês: 

- Exortando o Supremo Tribunal Popular para não executar Akmal Shaikh, apelando veementemente não apenas à clemência mas a um julgamento verdadeiramente justo, onde sejam ouvidos os apelos justos do advogado;
- Apelando às autoridades para garantir que Akmal Shaikh tenha visitas, contacto com a sua família e toda a atenção médica necessária, incluindo a avaliação psiquiátrica;
- Apelando ao Congresso Nacional do Povo, a introdução de um procedimento legal de clemência e para eliminar a pena de morte para todos os crimes não-violentos;
- Instando as autoridades a estabelecer uma moratória imediata sobre as execuções com vista a abolir a pena de morte, tal como previsto pela resolução da Assembleia Geral 62/149, de 18 de Dezembro de 2007.

Enviem os apelos para:
WU Bangguo Weiyuanzhang
Chairman of the Standing Committee of the National People’s Congress
Quanguo Renda Changwu Weiyuanhui Bangongting
23 Xijiaominhang Xichengqu
Beijingshi 100805
Fax: 0086 10 63097934
Email: icc@npc.gov.cn

Mas como o tempo no frenesim do dia a dia nem sempre é muito, aqui fica uma sugestão: visitarem o website da secção do Reino Unido da Amnistia Internacional e assinarem o apelo já escrito.

Apelos houve, no passado, feitos às autoridades,  que surtiram efeito em grande medida. Por isso, vale a pena acreditar…

Participem até 30 de Novembro!

Kobra Babaei, uma mulher iraniana, está  em risco iminente de apedrejamento até à morte depois de o seu marido Rahim Mohammadi ter sido enforcado por “sodomia”, em 5 de outubro. As autoridades iranianas não informaram o advogado Rahim Mohammadi de que ele estava prestes a ser executado, como é exigido por lei.

De acordo com uma entrevista dada por Mohamad Mostafaei, Babaei Kobra e o advogado Rahim Mohammadi, no início deste ano, o casal tinha-se voltado para a prostituição para se sustentar financeiramente, após um período prolongado de desemprego. Ambos foram condenados por “adultério enquanto  casados”, um “crime” que carrega uma pena obrigatória de execução por apedrejamento. Rahim Mohammadi também foi condenado por “sodomia” para a qual a pena é de execução, sendo o método determinado pelo juiz.

Mohammad Mostafaei disse que acredita que a execução foi ilegal e tornou pública uma carta que escreveu ao chefe do Poder Judiciário (disponível em Inglês) na qual disse que não havia nenhuma evidência de “sodomia” e que acreditava que essa acusação fora intentada contra Rahim Mohammadi, porque permitiria às autoridades enforcá-lo, ao invés de apedrejá-lo até à morte. Segundo o advogado, Kobra Babaei está em risco iminente de lapidação, agora que o marido foi executado.

Para além de Kobra Babei, a Amnistia Internacional está também a apelar por cinco outras mulheres: Khayrieh, duas mulheres conhecidas apenas como “Hashemi-Nasab” e M. Kh, bem como Ashraf Kalhori, que continuam em risco de execução por lapidação após serem declaradas culpadas de “adultério enquanto casadas”.

POR FAVOR escreva em persa, árabe, inglês, francês ou sua própria língua para o Chefe da Magistratura de Teerão até 2 de Dezembro:
- Lamentando o enforcamento de Rahim Mohammadi e pedindo a suspensão imediata da execução por lapidação de Kobra Babaei, sua esposa;
- Apelando para que todas as sentenças de apedrejamento sejam comutadas e que as condenadas não sejam executadas por qualquer outro meio;
- Instando as autoridades para rapidamente aprovarem uma lei que proíba de forma inequívoca o apedrejamento como punição e impeça a utilização de outras formas de pena de morte ou flagelação contra pessoas acusadas de “adultério”.

Se preferir, pode enviar a carta-tipo disponível aqui

Chefe da Magistratura
Ayatollah Sadeqh Larijani
Office of the Head of the Judiciary
Pasteur de St.
Vali Asr Ave.. south of Serah-e Jomhouri
Tehran 1316814737
Islamic Republic of Iran
Email: info@dadiran.ir

 veiled muslim women

A Primeira é já em Lisboa dia 11 de Outubro...

A Primeira é já em Lisboa dia 13 de Outubro...

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Richard Hughes, de 34 anos, conceituado baterista da banda Keane, vai visitar no dia 26 de Setembro Troy Davis, de 40 anos de idade que está no corredor da morte na Prisão de Classificação e Diagnóstico em Jackson, no estado norte-americano da Geórgia, no dia 26 de Setembro. Troy Davis, que sempre clamou a sua inocência, está no corredor da morte desde 1991. No ano passado esteve a duas horas de ser executado, mas no mês passado o Supremo Tribunal Americano decidiu que deveria ser-lhe concedida uma nova audição para averiguar a sua inocência.

Troy Davis foi condenado em 1991 pelo assassinato de um agente da polícia chamado Mark Allen MacPhail, em Savannah, na Geórgia, em 1989. Contudo as autoridades não conseguiram apresentar a arma do crime ou qualquer prova física que ligasse Troy Davis ao crime. Sete das testemunhas que depuseram contra o detido recuaram ou alteraram o seu depoimento após terem feito o juramento.   

A Amnistia Internacional está a promover uma petição a favor de Troy Davis assine aqui

Declarações de Richard Hughes:

“Sou incondicionalmente contra pena morte e o caso de Troy Davis representa uma razão acrescida”.

“Troy Davis provavelmente está inocente, contudo esteve quase a ser executado, só um impedimento de última hora fez com que ainda esteja vivo. Continua a lutar para poder provar a sua inocência”.

“Vou à Geórgia com a Amnistia Internacional para me encontrar com aquele homem notável e com a sua família; para lhe demonstrar o meu apoio e tentar chamar a atenção sobre o seu caso e para o facto do terrível efeito de continuar a executar pessoas em nome da justiça.”

 Richard Hughes visitará o preso juntamente com Kim Manning Cooper, responsável da campanha “Contra a Pena de Morte” da secção britânica da Amnistia Internacional e ainda com Alistair Carmichael, membro deputado do Parlamento escocês e Presidente da Comissão Parlamentar para a Abolição da Pena de Morte do Parlamento do Reino Unido.

Declarações de Kim Manning Cooper:

“Até as pessoas que não concordam com a atitude da Amnistia de oposição a todas as execuções devem ficar chocadas com este caso. Mas a tendência está a mudar e é encorajador ver o crescente apoio ao caso de Troy Davis”.

“Queremos que o maior número possível de pessoas assine a petição a favor de Troy Davis. É fundamental que as autoridades da Geórgia saibam que as pessoas sentem a injustiça da situação de Troy Davis.”

Declarações de Alistair Carmichael:

“Esta será a minha segunda visita ao corredor da morte nos Estados Unidos – da primeira vez foi para visitar o escocês Kenny Richey, em 2004. Mais tarde foi libertado da prisão e espero que em breve possamos dizer o mesmo do Troy Davis”.

“O caso contra Troy Davis é fundamentalmente pouco sólido. Para as autoridades da Geórgia confiar naquelas provas para levar a cabo uma execução seria a negação de qualquer noção de justiça. Caso aconteça, certificar-me-ei de obter um protesto mais firme por parte do governo do Reino Unido”. 

Alguns factos sobre o corredor da morte nos EUA:  
* A Geórgia é um dos 35 estados dos Estados Unidos da América que ainda tem a pena de morte
 


* Embora nos últimos anos tenha diminuído o número de execuções nos EUA, ainda são executadas dezenas de pessoas por ano – no ano passado foram levadas a cabo 37 execuções (os EUA são o quarto país do mundo em termos de números de execuções), quatro das quais na Geórgia.

* Até à data, em 2009 já se realizaram 39 execuções (uma média de uma por semana), duas das quais na Geórgia.

* Troy Davis é um dos 109 presos (108 homens, uma mulher) no corredor da morte na Geórgia.

* Desde 1976 os EUA executaram já 1.175 pessoas.

* Desde 1973, 135 pessoas foram libertadas do corredor da morte nos EUA por estarem inocentes – em média tem havido três exonerações por ano.

* 3.300 presos permanecem no corredor da morte nos EUA. 

Image

Troy Davis

Richard Hughes, baterista dos Keane, diz que o caso do preso no corredor da morte Troy Davis é “tristemente ilustrativo” da injustiça da pena de morte.

O músico da banda rock que vende mais discos no Reino Unido, os Keane, vai acompanhar a Amnistia Internacional numa visita a um preso no corredor da morte na Geórgia, EUA, para ajudar a denunciar o erro que é a aplicação da pena de morte. 

O Togo decidiu, no passado dia 23 de Junho, abolir a pena de morte após votação pela assembleia nacional.

O país torna-se, assim, o décimo quinto membro da União Africana a abolir a pena de morte e junta-se a mais 93 países que deixaram de aplicar esta forma de castigo bárbara. O Togo havia deixado de aplicar esta pena há mais de 30 anos. No entanto, e através desta decisão, os membros do parlamento contribuem positivamente para o reforço da tendência de abolição da pena de morte em África e no mundo.

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